Nações apoiam a criação de imposto global sobre multinacionais

Países mais poderosos do mundo querem impedir que multinacionais tenham sede em paraísos fiscais

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Enquanto o Brasil lida com sua complicada reforma tributária, o mundo se articula para rever a maneira como multinacionais são taxadas. O G7, grupo que reúne as maiores economias do mundo — Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá — anunciou no início do mês que apoia um imposto mínimo global de 15% sobre multinacionais. A proposta recebeu o apoio de 130 países que somam 90% do PIB mundial, entre eles o Brasil. A ideia é evitar que grandes empresas como Amazon, Facebook e Google paguem poucos impostos ao colocarem suas sedes em países com baixa carga tributária.

O G20, que igualmente inclui o Brasil, anunciou apoio à criação do imposto global. Os Estados Unidos, que cogitam subir sua carga tributária sobre empresas de 21% para 28%, têm sido um grande articulador da reforma. O país teme, ao mesmo tempo, que as empresas prefiram ter sede em outros lugares e que empresas norte-americanas fiquem menos competitivas em relação a companhias de outros países, com taxas menores. A criação de uma taxa mínima global seria uma das maneiras de resolver esse problema.

Não está claro, contudo, como esse tributo será constituído e nem para quem e sobre o quê as empresas multinacionais vão pagá-lo. Os 130 países que apoiam a medida terão de encontrar uma maneira de harmonizar seus diversos sistemas tributários para tornar o imposto global minimamente funcional. Entre os países contrários ao tributo está a Irlanda, cuja carga tributária é de 12,5%. O país se beneficia desse atrativo para trazer grandes companhias para seu território.


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