CVM amplia abrangência geográfica para emissão de BDRs

Está autorizada a negociação de ativos de companhias listadas nas bolsas de Londres, Amsterdam e Toronto

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Decisão recente do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai ampliar a abrangência geográfica para emissão de brazilian depositary receipts (BDRs). A autarquia autorizou a B3 a incluir a negociação de ativos de companhias listadas nas bolsas de Londres, Amsterdam e Toronto. A permissão também é válida para a Cboe BZX, operadora de quatro bolsas nos Estados Unidos. Antes da determinação do colegiado, só podiam ser negociados na B3 BDRs de empresas com ações listadas na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse) e na Nasdaq.

BDRs são recibos de ações de empresas estrangeiras negociados na bolsa brasileira. Por meio deles, investidores locais podem ter acesso a companhias globais sem a necessidade de abrir contas em corretoras estrangeiras ou de fazer remessas de recursos. Dessa forma, qualquer investidor de varejo hoje pode ter investimentos em empresas gigantes como Apple, Disney, Facebook e Google. Os BDRs igualmente facilitam a diversificação em termos de setores, já que o mercado brasileiro ainda não oferece muitas opções de investimento em áreas importantes e promissoras — tecnologias aplicadas à área de saúde e games são dois exemplos. A diversificação geográfica do portfólio é outra facilidade do BDR.

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A autorização concedida pela CVM à B3 é relevante para o mercado de BDRs porque em recente atualização da norma relativa a esses papéis ficou estabelecido que os recibos poderiam ser negociados na bolsa brasileira desde que as empresas estivessem listadas em “mercados reconhecidos” pela CVM. Nesse sentido, a decisão do colegiado aumentou a quantidade de mercados com essa classificação.

Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, a B3 estaria aguardando a divulgação da ata da reunião do colegiado em que o assunto foi decidido para seguir adiante com os trâmites para inclusão de recibos dos novos mercados autorizados.

É recente a regulação dos BDRs no Brasil. Por meio da Resolução 3/20, a autarquia estabeleceu os parâmetros básicos para esse tipo de negociação no País, abrindo espaço tanto para a compra direta desses recibos pelos investidores de varejo quanto para a estruturação de fundos de investimento temáticos baseados em BDRs.

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